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Entrevista com o cantor Jay Vaquer

Por Rodrigo Bueno e Andréia Bueno

Filho de guitarrista americano, ex-parceiro de Raul Seixas e da cantora Jane Duboc, o cantor e compositor Jay Vaquer traz na bagagem 14 anos de carreira, 6 álbuns de estúdio, um CD/DVD gravado ao vivo e reconhecimento do público. Seu CD autoral mais recente, "Umbigobunker!?", teve a produção musical assinada pelo premiado Moogie Canázio e recebeu indicação ao Grammy Latino como o disco mais bem produzido do ano.


Ampliando seus horizontes, o cantor assina texto, música, letras e direção do musical Cinza, em cartaz no Rio de Janeiro.

Em entrevista exclusiva para o Acesso Cultural, Jay fala sobre sua carreira, quais os planos para 2015 e muito mais. Confira!

AC: Jay, o fato de ser filho da consagrada intérprete Jane Duboc e do ex-guitarrista do inesquecível Raul Seixas, deve ter influenciado em sua decisão pela carreira musical. Partindo deste ponto, quais influências musicais você possui para cada trabalho realizado desde a gravação do primeiro disco “Nem Tão São”  até os dias atuais?

JV: Tom Jobim, Caetano Veloso, Chico Buarque, Cazuza, Renato Russo, Paul McCartney, Stevie Wonder, uma infinidade de influências. E ser filho de músicos certamente influenciou sim, não só geneticamente como a chance, a oportunidade de estar ali no habitat, nos bastidores, nas coxias e nos estúdios.

AC: Em 2009 você participou do programa “Som Brasil” que homenageou o cantor Renato Russo, interpretando “Pais E Filhos”, “Monte Castelo” e “Será”. Conte para nós como foi esta experiência?

JV: Foi bacana, se eu tivesse que escolher um homenageado acho que o Renato seria um dos escolhidos, mas tive a sorte de ter sido escolhido pra ser um dos artistas nesse Som Brasil Renato Russo, interessante que era Renato e não Legião. Eu não escolhi as músicas, quem escolhe é o programa, eu gostei por ter sido um exercício legal. Pegar canções já consagradas como 'Será' que é um hino que já virou pagode, já virou de tudo e colocar a sua cara, o seu jeito de interpretar com as harmonias e timbres é uma experiência única.


AC: Polivalente, além de interpretar canções, criar composições, você também assinou a direção musical e criou a trilha de dois espetáculos infantis (Peter Pan e Cinderela, o Musical) em 2013. Neste mesmo ano, você “inaugurou” a série "Transversões", que aborda anualmente o trabalho de outros compositores, registrando esse exercício em CDs. Como surgiu a ideia deste trabalho?

JV: O 'Transversões' é a ideia de gravar sempre que possível escolhendo um compositor bacana, e tentar imprimir a minha cara, o meu jeito de ver a canção, que acaba ficando uma composição autoral. Foi esse o trabalho que eu fiz com o Transversões 1, com as canções do Guilherme Arantes, e pretendo fazer com vários compositores alternando entre o Transversões, os volumes todos, e os discos autorais.

AC: Qual balanço você faz da sua consagrada carreira? Existe algo que você desejou realizar no decorrer da carreira e que ainda não se concretizou?

JV: Ah Obrigado, mas eu não acho que a minha carreira seja consagrada, de jeito nenhum. Nossa, tem muita coisa pra realizar, vários discos estão por vir, vários musicais. Enquanto eu estiver vivo, pretendo estar vivo por muito tempo, eu vou escrever musicais, tem muita coisa mesmo para se concretizar.

AC: Além da série “Tranversões”, você assina a direção e o texto da peça “Cinza”, em cartaz no Rio de Janeiro, como foi produzir esse espetáculo? Além deste projeto, o que o público pode aguardar para os próximos meses?

JV: Cinza tem sido um projeto muito gratificante, difícil de fazer, envolve muita gente, profissionais e dinheiro, mas tem sido legal deixar isso pronto, gradativamente está quase no ponto e vou viajar o Brasil inteiro com esse espetáculo. E para os próximos meses, além de Cinza, o disco autoral que eu já estou doido pra colocá-lo na rua, então músicas próprias, disco novo, com show novo. é o que está por vir. E depois, começo a escrever também um próximo musical, mas esse projeto para o final do ano.

Acesse o site do musical Cinza:
http://cinza.art.br/
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