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Matheus Nachtergaele lança livro e se apresenta na Cidade das Artes

Na Cidade das Artes, Matheus Nachtergaele lança livro com poemas da mãe, Maria Cecília Nachtergaele, em duas únicas sessões de “Processo de Conscerto do Desejo”

Foto: Divulgação

Matheus Nachtergaele retorna ao Rio de Janeiro com o aclamado “Processo de Conscerto do Desejo”, dirigido e encenado pelo ator, para lançar “A Mariposa”, livro com os poemas do espetáculo. As duas únicas apresentações e o lançamento literário acontecem na Cidade das Artes, nos dias 16 e 17 de julho, sábado e domingo (20h). No sábado, às 16h, na Sala de Leitura da Cidade das Artes, o ator promove bate papo com o público presente e tarde de autógrafos do livro. Acompanhado pelos músicos Luã Belik (violão) e Henrique Rohrmann (violino), o ator vem colhendo elogios por onde passa com a montagem - desde sua primeira estreia, em julho de 2015 -, no qual Matheus recita textos de Maria Cecília Nachtergaele, mãe do ator, falecida em 1968.

Com a edição do livro “A Mariposa” (Polvilho Edições), que teve lançamento no Sesc de Paraty, durante a FLIP (Festa Literária de Paraty, dias 30/06 e 1/07), e chega a Uberlândia (dias 22 e 23/07), a homenagem à mãe se estende agora para além do sucesso de público e crítica do espetáculo. O livro, que traz os 28 poemas da poeta Maria Cecília, marca o desejo de Matheus de publicar os escritos da mãe, que estavam num caderninho, que recebeu das mãos de seu pai quando ele tinha 16 anos. “...Eu devolvo a ela, em forma de um livrinho, que contém sua pequena e devastadora obra, o carinho pequeno e devastador que me deu. Eu te amo, Maria Cecília, e procuro em mim, todos os dias, a parte que é você. Os poemas são teus...eles eram para mim?”, declara o ator (texto completo abaixo).

Escrito com ‘S’ e ‘C’ mesmo, em uma junção das palavras conserto e concerto, no espetáculo “Processo de Conscerto do Desejo” o ator declama os poemas da mãe e, acompanhado pelos músicos relembra algumas das músicas de que ela gostava, como Io Che Amo Solo Te (Sergio Endrigo). “Quero consertar meu desejo com poesia, num concerto”, explica.

Matheus Nachtergaele era um bebê de apenas três meses quando perdeu a mãe, em 1968. Ao ler seus poemas, já em sua adolescência, sentiu como se a mãe falasse com ele e são estes textos que leva agora ao palco, em um recital. “Dela, me restaram seus poemas, lindos e maduros, escritos de uma jovem mulher moderna e triste, e essa veia que me marca a testa quando rio ou choro muito”, diz Nachtergaele.

A construção desse espetáculo, segundo o ator (e diretor), vem sempre acontecendo diante do público: “Preciso das pessoas, como observadores emocionados disso tudo. Quero ir consertando meu desejo de acordo com essa emoção, dia após dia. Como na vida. Como no teatro. Isso, só o teatro pode nos trazer. Temos um ator, um violão, lindos poemas e a canção. Tudo pequenininho para a grandeza do essencial: artista e espectador em oração profana”.
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