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O que esperar do lineup do Lollapalooza Brasil 2017?

Por Igor de Saulo Alves


O Lollapalooza sempre foi um festival querido pelos brasileiros, principalmente por sua pluralidade. Há uma semana, os organizadores do festival publicaram que nesta quarta-feira (28/9) farão o anuncio de todas as atrações do festival. Essa contagem regressiva tem gerado muito expectativa e histeria no público que, para extravasar, criam memes com seus pedidos de artistas favoritas.

Mas, brincadeiras a parte, o que realmente pode-se esperar do lineup do Lollapalooza Brasil 2017? Bom, antes de tudo, é preciso saber que a composição de um lineup, vai muito além do desejo do público. Nosso país vive um momento de desvalorização da moeda local muito grande, o que encarece ainda mais a vinda das bandas. Em vista dessa questão, é feito um estudo muito minucioso sobre o valor do ticket médio (se está ao alcance da renda média do brasileiro), o tipo de demanda de pedidos dessa atração (se é real ou fake, ou seja, se quem pede realmente irá ao evento), o momento que o artista vive (novo álbum, nova turnê, polêmicas e etc) e, se ele já veio ao país, qual seu histórico (se vendeu todos os ingressos, se não vendeu, etc). 

Esse exemplo é muito bem aplicado a dois pedidos aclamados pelo público para essa edição do Lollapalooza: Radiohead e Lana Del Rey. Em 2009, a banda inglesa se apresentou na Chácara do Jockey que, faltando poucos dias para o show, os produtores tiveram que trabalhar muito para deixar a casa lotada. A mesma coisa aconteceu com a última vinda da cantora pop em 2013 no festival Planeta Terra, que ainda contava com Blur no lineup, no entanto, para suprir os custos, cobrava um ticket médio altíssimo, o que dificultou o sucesso de renda do evento. 

O próprio Lollapalooza já sofreu com isso. O side show da banda americana Nine Inch Nails em 2014 no Rio de Janeiro foi cancelado por, de acordo com anúncio oficial da produtora, problemas de logística, mas  que antes disso, o ingresso constava há meses disponíveis em sites de compra coletiva, caracterizando o desespero em fechar a conta e lotar a casa a tempo. 

Além disso, também há uma questão do desejo ou não do artista de vir para o país. Assim como a vontade de se apresentar em solo brasileiro facilita muito as negociações, a falta de interesse dificulta muitíssimo, caso do Depeche Mode. 

Dessa forma, os produtores costumam arriscar pouco e trazer nomes mais conhecidos do público brasileiro. Prova disso é a vinda do Metallica para o festival, conforme vazado pelo jornalista José Norberto Flesch, do jornal Destak.

Flesch, por sinal, já garantiu a vinda dos inéditos no país The Weeknd e Rancid, e dos já sócios da casa The Strokes, Duran Duran e The XX. 

Com esse lineup parcial revelado e com base na pluralidade do evento e na questão burocrática descrita anteriormente, é possível cogitar algumas atrações. Nomes consagrados como Fall Out Boy, Panic! At the Disco, Green Day e Rihanna dariam mais peso e segurança financeira para a já forte linha de frente divulgada do festival. No que se refere as companhias de fim de tarde, bandas como The Neighborhood, Grimes, City and Colour, The Chainsmokers, The Last Shadow Puppets e cantora MØ saciariam a diversidade de sucessos recentes tão aclamada pelo público. Não podemos nos esquecer das atrações nacionais em que bandas como INKY, Liniker e os Caramelows e a cantora Duda Brack tem feito ótimas apresentações com seus recentes trabalhos.

Expectativas a parte, agora é torcer e esperar pelo lineup oficial que sai amanhã e desejar sucesso a esse festival que nos proporciona tanta diversidade musical e cultural! 
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