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RESENHA: Livro 1984

Por Marco Aurélio Dias

“Quem controla o passado, dirige o futuro. Quem dirige o presente, controla o passado”


Fala galera renegada, hoje vou pedir a atenção dobrada de vocês pois vou falar de um livro que é obrigatório para qualquer pessoa: 1984.

O livro é considerado, por muitos, a obra literária mais importante do século XX e a melhor distopia já publicada.


O mundo que conhecemos está dividido em três continentes: Oceânia, Eurásia e Lestásia. O personagem principal, Winston, mora na Oceânia e faz parte do Partido do Grande irmão, que está atualmente no poder. Tudo e todos são controlados pelo partido. Desde seus atos, seu linguajar a até mesmo seus pensamentos. Winston pertence a uma pequena parte da população que trabalha diretamente para o partido e colabora para que ele continue sempre no poder.

Dentro da casa de todos existe uma “Teletela”, um tipo de televisor que envia imagens e observa tudo que acontece dentro de sua própria casa. No topo do poder está o grande irmão, o rosto estampado em todos os anuncios do Partido. É ele quem incentiva e impulsiona os aliados a fazerem apenas o que o partido deseja.

Uma das principais funções do partido é reescrever o passado para dessa forma consiga controlar o presente e, consequentemente, o futuro.

Pensar, ou melhor, duplipensar que nada mais é manter duas crenças contraditórias na mente ao mesmo tempo, é considerado o crime mais grave para o partido fazendo com que a Polícia das idéias entre em contato imediatamente com o acusado e o mesmo nunca mais seja visto.

Depois dessa introdução eu preciso dizer que esse livro é o último romance escrito por George Orwell e tentar explicar a todos o impacto que essa história teve e tem na humanidade até os dias de hoje. O autor deixou como testameno um livro mostrando como um sistema totálitário pode ir aos poucos tomando conta da sua vida, e quando você menos perceber você já faz parte do processo. 1984 não é um livro fácil de se ler, em alguns momentos a escrita é até mesmo meio arrastada, posso dizer até mesmo chata, mas seu valor é inigualavel.

Tudo no livro é interessante, desde a vida dos personagens, suas atitudes e as pequenas coisas que acontecem em seu dia a dia. O dois minutos de ódio, as atribuições de cada função dentro do partido, a forma como tratar o sexo oposto e o mecanismo que sempre gira para que quem está no poder, continue sempre lá.

O livro fala de privações que temos em nosso dia a dia e não damos valor, por exemplo é proibido escrever, pois escrevendo você começa a ter idéias. Você não poder  namorar, não pode comer ou beber nada que não seja fornecido pelo partido. Em 1984 você aprende o valor da liberdade. Tanto que uma das frases mais marcantes do livro é: “Liberdade é poder dizer que 2 + 2 = 4”.

Essa obra influenciou filmes, livros, propaganda e até mesmo a televisão. Não podemos esquecer que Reality shows são inspirados na premissa de você poder assistir tudo que se passa em uma casa, um desses programas inclusive carrega o nome do principal personagem do partido: Big Brother.

Uma das propagandas mais emblemáticas já produzidas foi feita pela Apple em 1984 usando como plano de fundo todo o ambiente do livro e comparando a IBM com o grande irmão. Foi passada apenas uma vez durante o Super Bowl e até hoje é comentada por profissionais, inclusive foi dirigida por Ridley Scott que na época tinha acabado de dirigir Blade Runner.



O Filme

Foi produzido exatamente em 1984 tendo John Hurt no papel principal. Na minha opinião conseguiu chegar bem próximo ao ambiente e narrativa do livro. Quando eu li o livro tudo parecia sem graça, a comida parecia sem sabor, podemos dizer que tudo era “Cinza”. Quando eu vi o filme tudo pareceu exatamente como eu li, tudo feito de forma mecânica. Esse é um dos filmes que você pode ler o livro antes, porque ele respeita bastante a obra original. Teve outro filme feito nos anos 50 mas sinceramente eu não assisti.


Curiosidades:

– As vendas do livro subiram 7000% quando os escandalos de espionagem dos estados unidos vieram a tona.

– Em 2011 um senador dos Estados Unidos usou como base o livro 1984 para derrubar um projeto de Monitoramento de indivíduos.

– David Bowie já lançou uma música inspirada no livro. O título? 1984.

– V de vingança foi profundamente inspirada em 1984. Inclusive no filme, John Hurt está no elenco também.

– Em 2011 a Microsoft criou um programa que captava as telas do usuário sem que ele soubesse. Foi apelidado de 1984 com toda razão.

– O espólio de George Orwell processou a CBS pela criação do programa Big Brother.

Sendo assim, encerro essa coluna que está enorme pedindo a todos que leiam essa obra prima, vejam o filme e se interessem mais pelas de George Orwell.

E não se esqueçam: “O Grande irmão zela por ti”.
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