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O filme Aquarius merece a sua atenção!

Por Natalia Moura

A obra estreou dia 1°de setembro no Brasil

Sônia Braga interpreta Clara na produção de Kleber Mendonça Filho. Uma jornalista aposentada e escritora que tem como hobby passear na praia e degustar bons vinhos ao som de boas músicas nos seus incontáveis discos de vinil, sobretudo Maria Betânia, e apreciar a vista que seu apartamento na Av. Boa Viagem, Recife, lhe proporciona: de frente para o mar.

Foto: Divulgação

Viúva, Clara vive sozinha no mesmo lugar que criou seus três filhos já crescidos, passou por um câncer de mama, amou e foi amada pelo seu marido.

Sua rotina é interrompida quando o prédio Aquarius desperta o interesse de uma poderosa construtora que deseja derrubá-lo e torná-lo um grande empreendimento. Para atingir tal objetivo começa a comprar todos os apartamentos do prédio, contudo Clara recusa veementemente a proposta; embora a empresa interessada ofereça uma quantia muito superior ao dos demais apartamentos.

Segue sua vida normalmente mesmo sofrendo uma perseguição velada de Diego (Humberto Carrão) engenheiro da construtora, com a desaprovação de seus filhos, e ameaça dos ex moradores (que não podem receber se Clara não aceitar a proposta).

O longa passa uma reflexão sobre resistência: uma mulher que resiste a uma doença cruel, mantém seus princípios acima de qualquer dinheiro, resiste a todo tipo de regra sobre velho e bonito pois, segundo ela, " quando você gosta é vintage, quando não é velho", sobrevive num mundo machista e sedento por dinheiro.

Acrescente a isso a intensidade de um sol dentro da trama: é de admirar como se fosse um quadro do Salvador Dali.

Em Cannes, onde foi a estreia do filme, Mendonça e os demais atores denunciaram o golpe no Brasil, a partir disso surgiu uma campanha de boicote ao filme pelos simpatizantes #ForaDilma. Ao que parece não deu muito certo.

Aquarius já conta com 17 indicações, sendo sete vitórias: 3 na categoria melhor filme, 2 de melhor atriz para Sônia Braga, 2 prêmio do júri.

Essa lista pode aumentar em dezembro com a indicação ao Prêmio Iberoamericano de cine Fénix nas categorias melhor filme, melhor atriz (Sônia Braga), melhor direção  (Kleber Mendonça), melhor som (Ricardo Cutz).

Já foi prestigiado por centenas de milhares de pessoas. Na França, 41 mil espectadores num único fim de semana assistiram a obra que foi considerado o melhor filme da semana pela imprensa local.

O The Wall Street Journal publicou uma matéria que elogia Sônia Braga por sua atuação, e a definiu como uma "força da natureza".
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