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Uma joia escondida na Vila Mariana: Casa Modernista

Por colaborada: Débora Blair

Todos nós, paulistanos, gostamos de dar uma escapada de vez em quando da amada confusão cosmopolita e vivenciar alguns momentos em uma atmosfera mais verde, mais natural... Nossa cidade não deixa nada a desejar quanto a isso, certo? Dispomos de várias opções de “lazer verde”: os parques Ibirapuera, Villa Lobos, Jaraguá, Horto Florestal e muitos outros estão aí para recarregar nossas baterias. Mas... Por que não conhecer um lugarzinho beeeeem menor, pouco conhecido, porém aconchegante, relaxante, envolvedor?

Foto: Divulgação

Não estou falando de um parque, mas sim da casa construída e residida pelo arquiteto russo naturalizado Gregori Warchavchik. A construção marcou o início do Modernismo brasileiro na área da arquitetura em 1925 – tardiamente à literatura, música e artes plásticas, que tiveram seu início da era moderna na Semana de 1922. Entre críticas e elogios, Warchavchik revolucionou os padrões estéticos das construções tradicionais da época. Lá ele residiu com sua família até 1970; em 1984 a casa foi tombada pelo CONPRESP, CONDEPHAAT e IPHAN (órgãos de proteção dos patrimônios municipais, estaduais e nacionais, respectivamente). Hoje em dia ela é aberta gratuitamente a visitação de Terça a Domingo das 09h às 17h e conta com uma agenda de apresentações musicais e exposições de arte, além de monitores muito simpáticos e bem preparados à disposição dos visitantes durante todo o dia. Situa-se na Rua Santa Cruz, 325 – entre os metrôs Vila Mariana e Santa Cruz. 

Mas aonde entra a história do “lazer verde” nisso tudo?? Bom, a Casa Modernista, como toda boa mansão da elite paulistana do início do século XX, possui um jardim lindo, bem cuidado e extremamente aconchegante. Certamente um dos lugares mais tranquilos, silenciosos e cheios de paz que já fui em São Paulo – diferente da agitação metropolitana presente até mesmo nas áreas verdes que tanto amamos. O jardim é convidativo para quem curte um piquenique tranquilo, uma boa leitura sem ruídos ao redor, um passeio cultural ou até mesmo se dar ao luxo de deitar embaixo das copas de suas imensas árvores com um fone de ouvido e relaxar completamente. 
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