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Mostra A Mão do Povo Brasileiro: 1969-2016, últimas semanas no MASP

Por colaboradora Débora Blair

Crédito: Divulgação

Já ouviu falar da Mostra “A Mão do Povo Brasileiro: 1969-2016”, em exibição no MASP desde 02/09/16? Ainda dá tempo de conferir: fica aberta até 22/01 (sábado), e eu garanto que você não vai se arrepender!

A mostra consiste em uma recriação da exibição quase homônima de 1969, também ocorrida no MASP no ano de sua inauguração na Avenida Paulista (para quem não sabe, o museu não foi sempre nos Jardins – nasceu na Rua 7 de Abril no ano de 1947). A diretora na época era ninguém mais, ninguém menos do que a arquiteta e design modernista Lina Bo Bardi, que contou com a ajuda do marido Pietro Bo Bardi (o então diretor geral do museu), do cineasta Glauber Santos e do diretor teatral Martim Gonçalves para realizar a exposição. 

O propósito de Lina com “A mão do Povo Brasileiro” era a dessacralização da cultura popular e valorização da mesma, em uma época na qual artistas verdadeiramente brasileiros não tinham seus trabalhos reconhecidos simplesmente por não terem estudos e nem grandes obras famosas. Dessa forma, ela desejava mostrar ao público que não existem barreiras entre arte, artefato e artesanato, já que a exposição é composta não somente por objetos convencionais como pinturas e esculturas, mas também por outros itens que devem ser considerados tão artísticos quanto. 

E por que eu disse “exibição quase homônima” lá em cima? Porque, obviamente, a mostra original não contava com a data de “1969-2016” em seu nome, já que aconteceu exclusivamente em 1969. Agora, na era pós-moderna, os curadores Adriano Pedrosa, Julieta González e Tomás Toledo recuperam o significado original da criação de Lina Bo Bardi e exibem quase 1000 objetos confeccionados por artistas autodidatas brasileiros como Agnaldo dos Santos, Agostinho Batista de Freitas e Madalena dos Santos Reinbolt. Desse total apenas 55 estavam na mostra original. O conteúdo varia desde mobília (armários, cadeiras, mesas, relógios “cuco”, arcas, baús) até artefatos religiosos (santos, carrancas, ferramentas de orixás) passando por utensílios de cozinha (recipientes de cerâmica, colheres de pau, panelas), vestimentas (adornos, joias, adereços indígenas), objetos de decoração e instrumentos musicais.

Tais itens são expostos em nichos de madeira e estantes rústicas, isso quando não estão pendurados diretamente nas paredes ou organizados em pequenas “ilhas” no chão; esse conceito atribui à mostra um caráter puramente original – a arte pela arte, a não necessidade de adornos. Além dos objetos, são exibidos também filmes e documentários relativos ao tema da cultura material popular – por exemplo, “A Mão do Povo” (Lydia Pape), “Deus e o diabo na Terra do Sol” (Glauber Rocha) e Ganga Zumba (Cacá Diegues).

O museu (Avenida Paulista, 1578) fica aberto de terça a domingo das 10h às 18h e o ingresso custa R$ 25,00 (meia R$ 12,00). Entrada gratuita toda terça-feira. SOMENTE ATÉ 22/01!!
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