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Entenda como o Oscar define o melhor filme do ano

Por Erlanio Lima

Hoje, no Teatro Dolby em Los Angeles, Califórnia ocorrerá mais uma edição do Oscar, além das diversas categorias como “Fotografia”, “Melhor Trilha-Sonora”, “Canção Original”, “Direção” entre outros, se encontra a mais cobiçada da noite a de “Melhor Filme”. 

Neste ano concorrem ao prêmio, o musical “La La Land” com 14 indicações ao todo nesse ano e indicado como um dos favoritos ao prêmio, também disputando a estatueta os filmes “A Chegada”, “Lion”, “Hell or High Water”, “Estrelas Além do Tempo”, “Moonlight: Sob a Luz do Luar”, “Hacksaw Ridge”, “Manchester À Beira-Mar” e “Um Limite entre Nós”.

Reprodução / Internet

A premiação que é organizada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood (“AMPAS”, em inglês) e seus 6 mil membros, são responsáveis em escolher os indicados e obviamente selecionar os vencedores, porém, as coisas não são tão fáceis e simples como pensamos, por incrível que pareça envolve muita estratégia, manipulação de estúdios, puxa-saquismo, pressão e muita grana por debaixo dos panos, então nem sempre é por talento ou mérito, podemos dizer isso de vários filmes “injustiçados” ao nosso ver, que ganham a estatueta tão cobiçada, existe também o  preconceito velado contra atores negros e latinos, ap&oa cute's a polêmica do ano anterior, em não ter nenhum ator ou atriz negra concorrendo nas principais categorias, este ano a Academia resolveu indicar pelo menos um negro ou negra em cada categoria principal, estranho não? Pois bem, vejamos como funcionam os segredos de votação ao melhor filme do ano.

1 – A categoria de melhor filme e algumas outras são definidas por um sistema chamado “método preferencial”. Onde até dez podem ser indicados, mas cada membro da Academia elegem apenas cinco longas-metragens que acham que merecem o prêmio. O que o membro escolheu como o melhor de todos fica obviamente em primeira posição, o voto pode ser em papel ou online.

2 – A votação é auditada por uma empresa terceirizada, a “PrinceWaterhouseCoopers (PwC)”. Para ter a oportunidade de concorrer como melhor filme, o longa precisa ter sido o primeiro na lista de pelo menos um membro da Academia. Quanto mais vezes o longa aparece em primeiro lugar, maiores as chances de indicação.

3 – Para conseguir a indicação, o longa depende de uma cota determinada de votos, chamada informalmente de “número mágico”. A fórmula é assim: o total de votos é dividido pelo total de indicações mais um (+1). Por incrível que pareça os membros não são obrigados a votar, então digamos que, neste ano, 5.625 membros participaram. Então 5.625 dividido por 11 (10 vagas + 1) dá 511,36.

4 – O número mágico é sempre arredondado para cima – neste caso, seria 512. Se um filme foi listado no primeiro lugar mais de 512 vezes, já garantiu uma das dez vagas na categoria de melhor filme. Mas e se apenas três concorrentes conseguem essa nota de corte? Aí começa uma segunda rodada.

5 – Agora, as listas cujo primeiro lugar atingiu o número mágico são desconsideradas. Digamos que sejam 240. Cria-se um novo número mágico: 5.625 menos 240, dividido por 11. O resultado arredondado é 490. Então, se algum outro filme conseguiu esse total de primeiras colocações, garante a indicação.

6 – Mas e se algum filme monopolizar os votos? Acontece outro cálculo: qualquer um que superar o número mágico em 20%, “empresta” esse excedente para filmes que não atingiram a meta. Neste caso, 20% a mais seriam 588. Portanto, um filme com esse valor teria 98 pontos para passar adiante (588 menos 490).

7 – Cada ponto excedente é dividido em duas partes. Uma fica com o filme “doador” de excedentes e outro vai para um “necessitado”. Mas a divisão não é justa, do tipo, meio a meio. A proporção é definida subtraindo o número mágico (490) do total de votos do doador (588), dividido de novo pelos votos do doador. Ou seja, 588 – 490 / 588 = 0,16 = 0,1.

8 – Esse 0,1 são multiplicados pelos 98 pontos excedentes. O resultado arredondado para cima (10) é somado aos 490 pontos do doador. Ele termina então com 500 pontos. O 0,9 restante também é multiplicado por 98, arredondado para baixo dessa vez (87) e distribuído para quem precisa dessa colher de chá de ânimo.

9 – Mais rodadas de mudança de número mágico e redistribuição de pontos são feitas até que os votos quem podem ser doados acabem (ou até que as dez vagas sejam finalmente preenchidas). Os finalistas são anunciados publicamente e, na eleição final, cada membro vota em um só (de novo em papel, ou online). Quem tiver mais votos, leva o troféu. A cabeça deu até um “bug” aqui com tantos cálculos.

Mas toda a “estratégia” não se encerra por aí, antes mesmo de qualquer filme entrar ao menos na lista para possíveis indicações, rolam muitas coisas por trás das cortinas, investimento de estúdios, briga entre elencos e diretores, muito dinheiro, marketing e propaganda para divulgação do filme e muito mais. Até porque um longa que ganha ao menos uma vitória no Oscar, garante um aumento a bilheteria do filme em US$ 14 milhões de dólares. Dentro de todo esse monopólio, só temos o poder de apenas assistirmos aos filmes e ficarmos na torcida pelo nosso favorito, que venham os vencedores de 2017.
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