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Resenha: Silêncio

Por colaboradora: Luci Cara

O filme Silêncio, de Martin Scorsese, deve estrear dia 09 de março no Brasil

Foto: Divulgação

Ele demorou 15 anos para ser realizado, o diretor é aclamado, os atores muito bons, mas eu não veria um filme como esse a não ser que fosse extremamente crente ou religiosa.

Trata-se da descrição, nos mínimos e sórdidos detalhes, da perseguição por parte do governo japonês aos padres evangelizadores e aos convertidos, no século XVII.

Uma enorme disputa pelas almas desses camponeses, em que Deus deveriam acreditar, e porque. E se vale a pena morrer por isso!

Para quem não tem uma grande fé, é extremamente incômodo suportar as mais de duas horas de duração do longa.  

Para quem tem um certo sadismo em si, ou muita fé, pode ser suportável encarar toda a miséria que envolve essas pessoas, e as provações pelas quais passam.

Dois padres jovens, enviados de Portugal até o Japão, por terem se candidatado a isso, passam o filme inteiro em busca de seu mestre, que disseram estar ainda vivo, e em busca de respostas e da confirmação de sua fé. No caminho, testemunham  assassinatos cruéis, perseguição, tortura, interrogatórios, e tentativas de "reconversão", em que os novos cristãos devem negar sua fé, mesmo que de maneira superficial e sem vontade, para serem libertados.

Foto: Divulgação

O mundo era mais violento nesses tempos, se não levarmos em conta o Exército Islâmico, as mutilações genitais e assassinatos de mulheres na África, os gays e transexuais assassinados ao redor do mundo por convicções supostamente religiosas, ou até o conflito árabe-israelense, onde a religião tem um papel fundamental.

Difícil é assistir passivamente a isso, talvez a intenção do autor do livro e/ou do diretor seja provocar incômodo e reflexão, mas eu "passo". Ou seja, não recomendo!
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