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Cia. Livre e Mundana Companhia apresentam Um Homem É um Homem, de Bertolt Brecht

Apresentações gratuitas acontecem  dias 1 e 2 de julho (sábado e domingo), às 19 hs ao ar livre

Por Redação

Seis companhias teatrais de São Paulo (Cia.São Jorge de Variedades; Núcleo Bartolomeu de Depoimentos; Companhia Oito Nova Dança, 28 Patas Furiosas, Mundana Companhia  e Cia. Antropofágica) se uniram a convite da Cia. Livre (formada por Cibele Forjaz, Edgar Castro e Lucia Romano) para desenvolver cinco estudos cênicos de cinco textos do dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956). 

Reprodução / Internet

‘Um Homem É um Homem’ é a terceira apresentação pública da série que estreou com ‘Santa Joana dos Matadouros’ no início de maio. As apresentações da leitura encenada serão ao ar livre, dias 1 e 2 de julho (sábado e domingo), às 19h no largo Pátio do Colégio (beco entre os dois prédios da Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania, que ficam no Pátio do Colégio).

O intuito desta reunião de mais de 80 artistas criadores é aprofundar os estudos do teatro épico-dialético na busca pela criação de uma linguagem de atuação épica, brasileira e contemporânea.

Ainda virão ‘Baal’; e ‘A Resistível Ascensão de Arturo Ui’

Escrita entre 1924 e 1926, ‘Um Homem É um Homem’ é considerada uma peça de transição entre as primeiras peças escritas pelo jovem Brecht, já contendo o embrião de seu projeto de teatro épico. De forma mordaz o musical critica a manipulação do homem comum pelo poder e a ideologia da guerra. A transformação do estivador Galy Gay,no acampamento militar de Kilkoa,no ano de mil novecentos e vinte e cinco. Uma parábola política em que três soldados do exército britânico, aterrorizados pelo seu sargento, são forçados a candidatar-se à substituição de um dos homens que sofreu um pequeno acidente.

Depois de muitas ameaças e chantagens, o estivador Galy Gay é o escolhido para substituir o colega. Galy Gay perde a identidade para se integrar no coletivo e torna-se chefe militar .

O projeto integra as atividades de abertura da nova sede da Casa Livre, recém-inaugurada na Rua Conselheiro Brotero, 195, na Barra Funda, depois de perder sua histórica sede para a especulação imobiliária. As dez apresentações serão na Casa Livre, em espaços públicos, tais como ruas, praças, ou locais do bairro ou da cidade que estejam relacionados às ações dos textos.

“A urgência da conjuntura política atual e a necessidade de articular respostas estéticas e éticas a ela, como forma de resistência, nos levaram de volta à obra de Bertolt Brecht. Vamos convidar o público para partilhar os resultados deste encontro realizado conjuntamente por grupos parceiros, que têm em comum estudos próprios do épico em versões brasileiras, como também refletir o papel da arte como instrumento de política”, conclui Cibele Forjaz.

A pesquisa conjunta foi iniciada há cerca de dois meses e partiu de um estudo teórico rigoroso da trajetória teórica de Bertolt Brecht; passando pelo encontro com uma experiência prática (coordenada pela atriz, diretora e professora de interpretação argentina Laura Brauer) sobre a atuação épica, culminando na investigação prática em colaboração com grupos parceiros sobre os cinco textos de Bertolt Brecht.

“Batizamos este percurso de "Dialética da Malandragem", por associação às análises críticas desenvolvidas por Antônio Candido ao romance ‘Memórias de um Sargento de Milícias’, de Manuel Antônio de Almeida”, finaliza Forjaz.

Sinopse:
Uma parábola política em que três soldados do exército britânico, aterrorizados pelo seu sargento, são forçados a candidatar-se à substituição de um dos homens que sofreu um pequeno acidente. Depois de muitas ameaças e chantagens, o estivador Galy Gay é o escolhido para substituir o colega. Galy Gay perde a identidade para se integrar no coletivo e torna-se chefe militar .

Serviço
‘Um Homem É um Homem’, de Bertolt Brecht
Ao ar livre, grátis
Dias 1 e 2 de julho (sábado e domingo), às 19h.
No largo Pátio do Colégio (beco entre os dois prédios da Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania, que ficam no Pátio do Colégio).
Indicação de faixa etária 12 anos
Duração: 90 minutos
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