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Resenha: Bye Bye Alemanha

Por colaboradora: Luci Cara

O clube A Hebraica realiza anualmente o Festival de Cinema Judaico. Tive a oportunidade de assistir ao filme alemão "Bye Bye Alemanha", de 2016, com a direção de Sam Gabarski. O longa foi escolhido para a abertura do festival!

Foto: Divulgação

O enredo trata do pós-guerra, a lenta recuperação do país, e especificamente de um grupo de amigos judeus na cidade de Frankfurt. Conseguiram escapar do Holocausto, e agora tentam encontrar maneira(s) de sobreviver, e, idealmente, de conquistar algum patrimônio.

O jeito encontrado é vender roupa de cama, mesa, e banho, aos seus conterrâneos, aproveitando-se de algumas contingencias e situações conhecidas pelos protagonistas, antes da visita aos possíveis clientes. 

O personagem principal, David Bermann, possuía com a família , antes da guerra, uma grande loja desse material, e consegue descontos junto aos fornecedores.

Paralelamente a essa trama, com os amigos e algumas companheiras tentando reconstruir suas vidas, David é interrogado diariamente pela oficial americana Sara Simon, que tenta descobrir se ele colaborou com os nazistas durante o período em que esteve num campo de concentração. (Como se perder a família inteira no extermínio não fosse um castigo suficiente, precisa provar sua inocência). Um belíssimo filme, que não insiste em explorar o drama ou a miséria, ao invés disso nos aproxima da esperança e do amor, com pequenos toques  de humor.

Foto: Divulgação

O título remete a possibilidade de emigrar para terras mais acolhedoras ou com maiores perspectivas, podendo ser o destino os EUA, ou o estado de Israel, que seria posteriormente fundado.

Vale a pena abandonar sua pátria e partir, deixando a mágoa e a tristeza para trás?

O festival acontece na sede da Hebraica e em outros cinemas da capital, até dia 08 de agosto, inclusive com algumas sessões gratuitas. Confira a programação aqui!

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