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Resenha: Últimos Dias em Havana

Por colaboradora Luci Cara


No longa, dois amigos, de convicção política e de humores completamente antagônicos, dividem um apartamento.


Foto: Divulgação

Um deles está moribundo com HIV, mas canta, gosta de receber visitas, dá conselhos, ouve e fala muito, gostaria de fazer muito sexo, ri, enquanto que o outro vive sem esperança, querendo fugir de Cuba o quanto antes, e espera emigrar legalmente para os EUA depois de uma tentativa frustrada de escapar. Para tanto, aguarda ansiosamente pela comunicação oficial, que deve chegar pelos Correios. 

Enquanto isso, lava pratos num restaurante e estuda inglês. Os outros personagens são secundários, mas também interessantes: algumas parentes do moribundo, duas vizinhas, um garoto de programa e sua namorada. 

O mais interessante do filme é retratar a realidade do povo, acostumado a viver com pouco: pouco dinheiro, pouca comida e até pouca água.

Foto: Divulgação

Alguns fiéis à revolução e à suposta igualdade trazida, outros apenas resignados. Um verdadeiro mergulho no dia a dia de um lugar extremamente decadente, com casas e carros velhíssimos, mas com pessoas de alguma maneira esperançosas.

Muitas delas tem sonhos, mesmo que possam parecer ridículos de tão modestos. Um filme melancólico, poético, belo, e suave. Pode chegar a ser triste para os mais sensíveis. 

Ao meu ver, faltou alguma música, e algum romance, ainda assim é bastante agradável. 

Aperte o play e assista ao trailer.

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