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American Dreamers: Quando o impossível se torna realidade!

Por colaborador: Samuel Carrasco

Todo mundo por aqui já deve ter pensado, pelo menos uma vez, em como seria viver na América, aquela lá “em cima”, repleta de oportunidades e celeiro de astros e estrelas que ditam moda no resto do mundo. Se não pensou nesse país exatamente, pensou em outro: porque vamos combinar que a situação por aqui não tá fácil pra ninguém. E nada melhor do que um começo de ano para estabelecermos essas metas de vida, não há época mais propícia pra pensar em mudanças do que agora!

Leo Abel (Foto: Divulgação)

Pensando nisso, o Acesso Cultural resolveu contar histórias de alguns personagens do dia-a-dia que agarraram uma oportunidade de seguir sua arte em outras bandas, jovens artistas que partiram em busca de conhecimento e novas experiências e, que agora, já podem ser considerados artistas internacionais! (Viu, Anira, não é só você =D)

O Leo Abel, conhecido no meio musical, é uma dessas figuras que deixaram a terra natal para seguir um sonho. Com muito talento e dedicação, ele conta que sua vida no Brasil antes de ir morar em Nova York era excelente, mas que ir pros States era sua real vontade: “Sempre estive envolvido em bons projetos, mas vir pra fora sempre foi um desejo meu. Eu tracei um plano e assim que surgiu uma brecha na minha vida após o Grande Circo Místico, eu decidi que era hora”. Ele ainda relembra seus principais trabalhos por aqui, como Alípio em Cocoricó, sendo Diretor Residente de Jekyll & Hide, e ainda participando do Programa Ídolos da Rede Record como Diretor de Movimentação. Apesar de um currículo desses, quando chegou lá viu que precisava de algo a mais: “Minha primeira impressão foi que eu estava aquém da qualidade artística exigida, mas que uma vez eu alcançasse esse nível, o mundo seria o limite”.

Camila Vergasta (Foto: Divulgação)

O mundo também é o limite para Camila Vergasta, atriz baiana que, após se especializar em teatro, canto e dança em São Paulo, resolveu alçar vôos maiores no endereço em que todos os atores de musical do planeta desejam estar: na Broadway. “Nova York é o berço e maior centro do teatro musical no mundo e eu sempre sonhei em vir pra cá estudar. Eu também sempre gostei da ideia de fazer um curso que unisse as três habilidades (canto, dança e teatro) num só lugar. No Brasil é raro encontrar isso, mas nos Estados Unidos existem várias opções de cursos de teatro musical que incluem treinamento para as três coisas”. Depois de muita pesquisa, escolheu a AMDA (American Musical and Dramatic Academy) como porta de entrada para esse universo e logo começou a ter contato com grandes nomes da Broadway: “Tive a oportunidade de conhecer a Caissie Levy (que irá estrear como Elsa na Broadway em fevereiro) e a Marcia Milgrom Dodge (indicada ao Tony de melhor diretora pelo revival de Ragtime na Broadway). Nos dois casos, quando soube que ia trabalhar com elas, fiquei nervosa, mas obviamente, as duas experiências foram maravilhosas”.

Rebecca Momo (Foto: Divulgação)

Outra atriz brasileira que está iniciando sua caminhada por terras gringas é a Rebecca Momo. Ela acaba de se formar em Bachelor of Fine Arts in Acting na New York Film Academy de Los Angeles: “Tive muito contato com teatro no Brasil e resolvi experimentar filme. E que lugar seria melhor do que Hollywood, né?”. Ela, que já havia se formado pelo Teatro Escola Célia Helena, em São Paulo, conta que lá consegue ter mais contato com a área e aprende de tudo um pouco: “Uma coisa muito legal que tem por aqui é oportunidade de ser extra em grandes produções, ou ser platéia de programas de televisão e você sempre aprende algo assistindo”. Mas chegar numa cidade desconhecida para ingressar no mercado de trabalho não é uma tarefa fácil: “Em São Paulo eu conhecia muita gente do meio, conhecia escolas boas, produções, agências. Aqui em Los Angeles, já que não cresci aqui, é muito mais difícil saber onde ir, o que é confiável e o que não é. Aqui você só pode ter um agente para comercial e um para filme/teatro, e também tem vários sites em que você pode audicionar”.

Aliás, oportunidade é a grande questão que os três apontam. “Acredito que a maior diferença seja o número de oportunidades que se encontra aqui fora. As audições acontecem a todo instante e pra todas as aéreas”, conta Leo que atualmente treina numa escola de circo chamada Circus Warehouse, além de fazer parte de uma Cia de Teatro Físico/Circo Atlas Circus Company. Já Camila, que é uma das estrelas do show “Let’s Broadway”, e que recentemente premiada por uma de suas performances no ano passado, lembra que o número de oportunidades é grande, mas... “também de concorrência”, brinca. Camila, inclusive, já esteve em cartaz com Occasion For Sin, musical do compositor ganhador do Grammy Oriente Lopez. “Foi uma experiência maravilhosa poder fazer parte dessa produção, é uma das oportunidades que muitos gostariam de ter”.

Apesar das dificuldades que não são segredo pra ninguém, os três, aqui representando uma quantidade enorme de sonhadores que estão vivendo “A Chance”, não se dão por satisfeitos! Quando perguntados sobre planos para o futuro, Leo, por exemplo, diz: “O próximo passo é ter um contrato assinado, isso pode mudar a sua vida pra sempre”. A Rebecca está na mesma expectativa: “Recentemente finalizei meu site e agora é trabalhar pra conseguir um agente!”. Já Camila ressalta que existem diferentes tipos de vistos, que é preciso ficar atento. Ela tem o desejo de tirar o Visto de Artista futuramente e conclui: “Já consegui alguns trabalhos que me fizeram muito feliz e realizada, mas pretendo conseguir muitos outros ainda!”.

Esses são apenas alguns exemplos de pessoas que apostaram, cada um do seu jeito, na sua arte e estão em busca de palcos maiores nesse mundão afora! Se você também tem esse sonho, será que não é a chance de pegar esse 2018 pela mão e dizer: “Vamo?”. Quem sabe ele não responde “Vamo” e tudo começa a mudar a partir de agora?

Pesquisar bem, conversar com profissionais que já passaram pela mesma situação, ver filmes e sites, pode ser um bom começo! Mas é sempre bom lembrar: nada é fácil, portanto é preciso determinação e muito sangue nos olhos.

Não importa onde seja a sua vontade de estar, nós do Acesso Cultural estamos torcendo para que todas as estrelas brilhem cada vez mais forte. Break a leg, guys!
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