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Ayrton Senna, O Musical em Cartaz em São Paulo

Por Nicole Gomez

Após temporada de sucesso no Rio de Janeiro, Ayrton Senna, O Musical chega a São Paulo para relembrar e contar algumas das passagens mais marcantes da vida do piloto de Fórmula 1 mais amado do mundo.

Foto: Divulgação

Realizado pela Aventura Entretenimento, em parceria com a Família Senna e colaboração do Instituto Ayrton Senna com o material necessário, direção de Renato Rocha e canções inéditas de Claudio Lins e Cristiano Gualda, o espetáculo mostra ao público, sob uma ótica de Ayrton Senna, de que forma as coisas aconteceram para que Ayrton Senna da Silva, um humilde jovem de São Paulo, ganhasse projeção mundial por sua habilidade única ao volante. Ao mesmo tempo, paralelamente aos conhecidos fatos da vida de Ayrton, o musical mostra um outro lado do piloto, através de Beco, interpretado por João Vitor Silva. Não por acaso, Beco era o apelido pelo qual Ayrton Senna era chamado quando jovem. Este garoto, forte e determinado, acaba interferindo na vida de tantos outros jovens, mas de um em especial, que Beco acaba conhecendo após um incidente no estabelecimento de seu pai. A partir disso, as histórias de um mesmo homem acabam sendo contadas ao mesmo tempo, de um lado, o profissional focado e sedento por vencer, e do outro, um jovem em busca de seus sonhos.

O espetáculo é mostrado de uma forma diferente e inovadora. Lavínia Bizzotto assina as coreografias, tão essenciais ao longo de todo o musical. Presentes em tempo integral, os movimentos dão o tom das cenas. Por vezes, ao mesmo tempo em que pode-se ver Beco vivendo suas próprias histórias, o Ayrton mais maduro e experiente, vivido por Hugo Bonemer, também fica em cena, realizando movimentos de pilotagem, como se estivesse em constante treinamento. A coreografia circense é um diferencial do musical, mostrando números impressionantes e inacreditáveis. 

Foto: Nicole Gomez

A direção sonora ficou por conta de Felipe Habib, criação sonora de Daniel Castanheira e desenho de som de Carlos Esteves. Sobre as músicas e efeitos sonoros presentes, o espectador pode esperar um musical movimentado e que em nenhum momento fica em silêncio. Mesmo nas cenas em que acontecem apenas conversas, os efeitos sonoros estão sempre ali, de forma mais ou menos sutil. Em alguns momentos, os sons aparecem mais agressivos e fortes, o que é proposital, para dar ênfase ao som natural dos motores dos carros de corrida. Você deve estar se perguntando se o Tema da Vitoria, tão icônico das manhãs de domingo que marcavam as conquistas de Ayrton Senna está presente, certo? Pois está sim, durante as canções, de forma mais discreta, o ouvinte mais atento poderá acha-la em diversos momentos.


Vale destacar a fidelidade com a qual Ayrton é mostrado em cena, tanto por João Vitor Silva, quanto por Hugo Bonemer. Os atores conseguiram passar para o público que conhece menos sobre a vida do piloto, detalhes como olhares e até mesmo entonação. Um bom exemplo é a cena em que Ayrton vence uma corrida importante em casa, no Autódromo de Interlagos, na comoção da vitória, Hugo fica muito semelhante a Ayrton até mesmo no tom de voz, de forma impressionante e emocionante. Outro ponto interessante é ver o lado Ayrton com sua família, como era a relação com seus pais, desde os momentos de incerteza da continuação de sua carreira, até a aflição de seus pais ao verem seu filho dirigir em condições adversas, como uma chuva, que era a especialidade de Senna. Ambos os atores transmitem ao público até mesmo a doçura no olhar de Ayrton, tão marcante na memória dos brasileiros. A relação controversa entre Ayrton Senna e o piloto Alain Prost também é retratada de forma a fazer o público entender que, no fundo, a rivalidade era só um jeito de os dois se manterem sempre competitivos. 


Outro diferencial do espetáculo é uma visão mais profunda sobre como Senna se sentia antes e após as corridas, através de sua relação com uma espécie de ajudante imaginário, vivido por Victor Maia, que está sempre ao seu lado, orientando e dando conselhos, até o momento de sua partida.

É uma grande oportunidade de se emocionar e conhecer mais sobre o ídolo de tantas gerações.

Serviço
Quando: de 16 de maço a 3 de junho de 2018. 
Às sextas, 20h30; Sábados, às 17h; domingos, às 18h30.
Onde: Teatro Sérgio Cardoso – Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo – SP
Duração: 2h20 (com 15 minutos de intervalo)
Capacidade: 835 
Classificação Etária: Livre
Ingressos: ingressorapido.com.br ou na bilheteria do teatro.
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