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Direto do Xilindró para o AC: Gustavo Mendes fala sobre carreira, vida e planos futuros

Por colaborador Cristian Cesar

Quem o via atuando no papel da "presidenta" que adorava ser chamada de 'Dilminha' e odiava ser chamada de 'Dilmão' já tinha uma noção de como o ator Gustavo Mendes é capaz de ser versátil e de transitar entre todas as áreas da atuação. Atualmente no elenco de Xilindró e no comando do programa 'Treme Treme', ambos pelo canal Multishow o ator/humorista almeja voar cada vez mais em seus sonhos.


Foto: Divulgação

Gustavo começou a atuar ainda criança, desde os oito anos de idade. É dono de um extenso currículo, passando por emissoras de peso como Globo, Band e foi destaque ficando em sexto lugar no concurso de piadas do extinto programa 'Show do Tom' da Rede Record.  Viajando pelo Brasil em turnês, o ator coleciona experiências somadas a todos os seus trabalhos. O de maior expressão é a imitação da ex–presidente Dilma Rousseff que o fez alcançar altos picos em sua história.  

Agora em uma nova etapa de sua vida, Gustavo Mendes nos disse um pouco sobre o passado, intimidade e deu alguns pitacos sobre os planos que o acercam para o futuro. 

Acesso Cultural (AC): Em suas atuações é perceptível um humor ácido, o Gustavo é assim naturalmente ou apenas seus personagens são? Como você é em seu cotidiano? 

Gustavo Mendes (GM): Todo comediante tem uma perspectiva diferente ao olhar pra vida, para o cotidiano. Eu tenho um olhar atento, buscando sempre o “ridículo” em redor. No meu dia a dia, sou divertido, mas obviamente não sou engraçado o tempo todo, ser o “engraçadinho da turma” não combina comigo. Sou quase que ranzinza até. Acho que esse olhar atento, de quem busca o “ridículo”, nos faz, antes de tudo, grandes críticos. 

AC: Como surgiu a imitação da Dilma Rousseff? De onde veio inspiração? 

GM: Surgiu de repente, em uma brincadeira com amigos, ela (a Dilma) ainda não era nem candidata. Nós nos parecemos um pouco. A inspiração foi na mãe brasileira, que dá suas broncas de amor. 

AC: A Marcela Temer, agora, também faz parte de seu leque de personagens, como surgiu a ideia de imita-la?  

GM: Eu estava jantando em um restaurante em São Paulo, e fui abordado por um senhor, muito elegante, que disse ser meu fã e sugeriu que eu fizesse a Marcela. Eu o questionei dizendo que ninguém a conhecia, porque a primeira dama pouco aparece na mídia, ela é muito recatada e do lar, e ele deu sua tréplica dizendo “por isso mesmo, se ninguém a conhece, ela pode ser quem você quiser que ela seja. ” E assim surgiu. 


Foto: Reprodução / Facebook

AC: Como foi o período no canal Parafernalha? 

GM: Foi uma parceria muito legal, eu nunca fui fixo no elenco deles, fazia quando eu queria e sem ganhar nada. O Felipe Neto, que era o dono, sempre foi meu amigo, fazíamos essa parceria, o canal me fez ficar mais conhecido para um determinado tipo de público. 

AC: O Xilindró tem te revelado como um ator versátil, mas sem fugir de sua tradicional acidez. Como está sendo este projeto em sua vida? 

GM: Desde a primeira reunião de criação do Xilindró, eu sabia que seria desafiador, afinal, a temática e a ambientação do seriado não remetem em nada uma comédia, pois é um presídio. Eu considero esse projeto um dos mais importantes da minha carreira, até hoje. Conseguimos juntar um elenco competente e prover uma harmonia incrível nos bastidores. 

AC: Em toda sua trajetória, qual momento pode ser considerado o ápice? Ainda vive esse momento? 

GM: Tive grandes momentos na minha carreira, sem dúvida a Dilma foi um deles, também destaco estar no ar de segunda a sexta na Band, em horário nobre, com o programa “Agora é Tarde”, além do Treme Treme meu primeiro programa, onde revelo talentos, contraceno com gigantes da comédia nacional, além de termos uma das maiores audiências do canal a cabo, mas acho, no meu íntimo, que o ápice ainda está por vir. 

AC: Nos fale um pouco de quem é o Gustavo Mendes no dia a dia? Quais são suas inspirações?  

GM: Gustavo Mendes, mais conhecido por mim como “eu”, sou um jovem com espírito velho, um idoso que ama ficar em casa, amigo dos amigos, ansioso, mente inquieta, focado, audacioso, em paz com a consciência, apaixonado pelas minorias e pela diversidade humana. Minha inspiração vem justamente da diversidade de tipos que existem e as profundezas de cada alma. 

AC: Tem alguma novidade que pode nos revelar para o futuro de sua carreira? 

GM: Estou iniciando os trabalhos da terceira temporada de Xilindró e aguardando a estreia da terceira temporada de Treme Treme. Vou estrear em agosto um novo espetáculo de humor, totalmente diferente de tudo o que já fiz, chamado Sarjeta, onde interpreto uma solitária mulher de 40 anos. 

AC: E para encerrar... Haverá uma nova temporada de espetáculos protagonizada por você aqui em São Paulo. O que podemos esperar dessas apresentações? 

GM: Essa será a última temporada do meu espetáculo "Ainda mais Atrevido", prometo uma verdadeira festa de despedida. Esse é um show de humor completo e ali estarei me despedindo de alguns personagens icônicos da minha carreira, entre eles, a ex-presidente Dilma. Prometo fazer gargalhar, surpreender e emocionar a plateia. 

Estão ansiosos para a aparição de 'Dilminha' e outras personagens no teatro?  A última temporada do espetáculo inicia agora no final do mês de abril, a partir do dia 27 e  encerra em 26 de maio no Teatro Jaraguá em São Paulo, os ingressos se encontram disponíveis no site e aplicativo móvel do Ingresso Rápido. 

Serviço

Estreia: 27 de Abril

Temporada: Até 26 de Maio. 

Local: Teatro Jaraguá - Rua Martins Fontes, 71. Bela Vista 

Informações: 3255.4380 

Horários: Sextas e Sábados às 23h30min. 
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