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Super Libris estreia sua segunda temporada com entrevista de Chico Buarque

Dirigida por José Roberto Torero, a série ganhou 26 episódios, que serão exibidos no SescTV a partir do dia 14 de maio e disponibilizados on demand

Por Andréia Bueno

Exibida pelo SescTV desde setembro de 2015, a série Super Libris – que apresenta o universo da leitura, nacional e internacional, e os caminhos da criação do livro, com entrevistas e curiosidades de escritores novos e consagrados - ganha 26 novos episódios, com duração de 26 minutos cada. As produções irão ao ar toda segunda-feira, às 21h, e estarão disponíveis para serem acessadas a qualquer momento no dia seguinte à primeira exibição no site sesctv.org.br, onde também o espectador pode assistir à programação ao vivo do canal. Abrindo a temporada, o episódio 'Os Ritmos da Prosa' traz entrevista com um dos mais importantes nomes da música popular brasileira, o músico, compositor, dramaturgo e escritor Chico Buarque.

Foto: Piu Dip

Com direção do escritor, cineasta e jornalista José Roberto Torero, - autor de livros como O Chalaça, vencedor do Prêmio Jabuti de 1995, Pequenos Amores, e Pelé 70 – a série contou em sua primeira temporada com entrevistas exclusivas de nomes como Ruy Castro, Luis Fernando Verissimo, Ruth Rocha, Ignácio de Loyola Brandão, Ferréz, Antonio Prata, Thalita Rebouças e Xico Sá. Os novos episódios trazem José Miguel Wisnik, Marcelo Rubens Paiva, Pepetela, Bernardo Ajzenberg, Ana Maria Machado, Paulo Lins, Cintia Moscovich, João Paulo Cuenta, Ângela Lago, que morreu em outubro de 2017, entre outros.

Super Libris é formada por pequenos quadros, como Folha de Rosto, que entrevista um autor, consagrado ou da nova geração. No episódio Os Ritmos da Prosa, o entrevistado é o carioca Chico Buarque, um dos mais importantes nomes da música popular brasileira, que completará 74 anos no dia 19 de junho. Também consagrado na literatura, venceu três Prêmios Jabuti, sendo um na categoria de Melhor Romance, em 1992, com o livro Estorvo, e dois na categoria Livro do Ano, em 2004, com a obra Budapeste e, em 2010, com Leite Derramado. 

Chico conta que se considera mais um leitor do que um escritor e, quando escreve um romance, assume a voz e a linguagem de cada narrador. “Mesmo sendo narradores diferentes, eles obedecem a uma música”, comenta. De acordo com Chico, esse ritmo acompanha o narrador e expressa o seu caráter por todo o livro. Para ele, o narrador tem uma maneira própria de pensar e de agir, e que ele, como escritor, tem apenas uma ideia vaga de como vai se desenrolar a história. Às vezes, ela toma outro rumo porque o narrador se recusa a seguir o roteiro, e explica: “roteiro que, de alguma forma, nunca escrevi, nunca preparei, mas tenho na cabeça onde vai parar”. 

Além disso, Chico fala sobre sua vida paralela com seus personagens, que muitas vezes funcionam como válvulas de escape para quando a sua existência não está tão interessante; e articula sobre suas emoções, que envolvem felicidade e tristeza, ao terminar de escrever um livro. O escritor ainda cita alguns autores brasileiros, que ele aprecia por terem musicalidades em suas prosas, como Manoel Bandeira (1886 – 1968), Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987) e Vinícius de Moraes (1913 – 1980). 

Chico Buarque também participa dos quadros Pé de Página, que mostra onde, como e porque escreve, e Primeira Impressão, no qual sugere o livro Companhia Brasileira de Alquimia, de Manoel Herzog. Aperte o play e confira o que vem por aí!



SERVIÇO
Estreia: 14/5, segunda-feira, às 21h
Reapresentações: 15/5, terça-feira, às 9h e às 17h; 16/5, quarta-feira, às 13h30; 18/5, sexta-feira, às 9h30 e às 17h30; 20/5, domingo, às 6h; e 21/5, segunda-feira, às 16h.
Classificação indicativa: Livre
Direção Geral: José Roberto Torero
Produção: Padaria de Textos
Duração: 52’
Realização: SescTV
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