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Brechós: A Alternativa que deu certo

Por colaboradora Anyelle Alves

Atualmente o crescimento do índice de vendas de lojas de produtos reutilizados, ou como comumente chamamos brechós, vem aumentando cada vez mais em comparação aos anos anteriores. A procura vem sendo tanta que a maioria tem até sua própria mídia para divulgação de produtos.

Foto: Divulgação

Pensando nesse aspecto, conversamos com a Luanna uma das donas da TROC, um brechó especializado em roupas de boa qualidade de diversos tamanhos, que trabalha com o recebimento de peças do próprio público, assim como também diversas influenciadoras como: Karina Milanesi, Bel Pimenta, Maju Trindade, Helena Lunardelli, entre outras.

Qual é o principio básico que toda loja de roupas reutilizadas deve ter?

Acredito que não existe apenas um princípio básico a se adotar, mas sim alguns. Ao desenvolver um business como o nosso, precisamos trabalhar com a conscientização da população para que antes de mais nada haja uma quebra de paradigma.

Sabemos que não faz parte da cultura dos brasileiros em massa utilizar roupas usadas, mas através da conscientização da necessidade de fazer algo para mudar o mundo (nem que isso gere apenas consequências futuras), através da cultura de atitudes sustentáveis é possível quebrar esse paradigma e trazer mais e mais pessoas para adotar o second-hand.

Quais critérios vocês analisam em uma peça para integra-la a loja?

Um dos pontos mais característicos do TROC é o processo de analise das peças. Temos uma lista de marcas aceitas (mais de 1000 marcas integram o rol) além de um politica de qualidade. Não aceitamos peças com qualquer tipo de marca de uso, como bolinhas, zíper emperrado, manchas. Nossa equipe é altamente treinada para rejeitar e anunciar a venda peças que não estejam no padrão TROC.

Como é o perfil do público que vocês atingem atualmente?

Nosso publico principal forma-se por mulheres de 24-35 anos. Trabalhamos com marcas categorizadas como básicas (Zara, Forever21, Mango), Premium (Animale, bo.bô, Bobstore) e luxo (Chanel, Valentino, Prada) e isso nos faz ter um público bem variado.

Henrique e Luanna - proprietários da TROC - Foto: Divulgação

Em sua opinião, qual o motivo do crescimento da procura por brechós?

Somos entusiastas da cultura do second-hand. Ficamos felizes cada vez que aparece um novo brechó tomando espaço no mercado e em nossa opinião, quanto mais business surgirem no seguimento, melhor será para todos, já que hoje a maior barreira a ser quebrada é da cultura negativa de roupas usadas.

Qual é a redução do impacto no meio ambiente que uma loja de roupas reutilizadas tem em comparação com uma fabricante?

É difícil falar qual é a redução direta do impacto. Tudo varia do tipo de peça que estamos falando e da forma de sua fabricação. Mas ao adquirir uma peça usada, estamos dando mais vida útil à roupa ou acessório que estaria guardada no guarda roupas. Se esse item, para ser criado, já danificou o meio ambiente, então que seja utilizado ao máximo para fazer vale a pena. A grande parte das peças que temos no TROC foram utilizadas pouquíssimas vezes. É muito gratificante ver mais de 35 mil peças em nosso barracão e pensar que antes do TROC elas estariam PARADAS no guarda roupa de alguém, mas agora terá uma destinação. Todo ano é comprado R$135 bi na indústria fashion, mas apenas aproximadamente 20 a 30% é utilizado. Portanto aproximadamente R$95 bi poderia ser revendido no mercado second-hand. Que loucura né?

Porque uma pessoa deveria optar pelo brechó ao invés de uma loja de primeira linha?

Temos que mudar nosso conceito de brechó. O TROC veio para desmistificar isso! Não precisamos pensar em ambientes escuros, com mal cheiro, com roupas de avós que precisam ser "garimpadas". Hoje temos brechós que trazem coleções atuais, peças atemporais, de marcas desejo e de qualidade inquestionável. No TROC se pode encontrar peças das mesmas coleções que estão nas lojas. Isso mesmo! Algumas mulheres usam as peças apenas uma vez e já nos enviam para anunciar. Elas têm consciência de que não usarão novamente e já criam oportunidade de outras mulheres usarem com tanto prazer quanto elas! Fantástico né?

A TROC é uma das entusiastas dessa nova era assim como outras empresas que trabalham no ramo que vale a pena conhecer, pois além de ser um lugar para se encontrar peças raras, também é uma forma de economia.
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