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Skank lança segundo EP do projeto Os Três Primeiros

A inédita "Algo Parecido", primeiro single do novo projeto que contará ainda com mais uma canção inédita, está no Top 100 do Spotify Brasil


Por Andréia Bueno


Quando o Skank apresentou a master de “Calango” na gravadora, em 1994, ouviram de forma até simpática que o trabalho era bom, mas que não enxergavam nenhum hit no disco. “Mas que tudo bem, afinal sem hit o primeiro tinha sido disco de ouro”, diz Samuel Rosa. Agora é a hora de dar um corte e relacionar as músicas do EP 2, da coleção “Os Três Primeiros” (álbuns) gravado pelo Skank ao vivo no carioca Circo Voador.

Foto: Divulgação

Vamos lá: “Pacato Cidadão”, “Jackie Tequila”, “Esmola”, “É Proibido Fumar”, “A Cerca”, “O Beijo e a Reza” e “Te Ver”. Conseguiu ler qualquer título de canção sem cantarolar um trecho da mesma? Pois é. Mas não foi tão simples assim. Na época, a gravadora ia lançar um tributo ao Roberto Carlos, a versão de Lulu Santos seria o primeiro single, mas caiu e, no lugar, encaixaram a versão dos mineiros de “É Proibido Fumar”. “Teve clipe, foi para as rádios, mas não virou do jeito que esperávamos”, diz Samuel. “Achei de verdade que o Skank estava fadado a nunca ter um hit”. Ouça o EP aqui: https://goo.gl/h1cgxB

Capa: Divulgação

A lógica da gravadora até fazia sentido. As letras, mesmo as que se tornaram hinos, eram bem mais maduras do que a média. “C'est fini la utopia, mas a guerra todo dia/Dia a dia não” ou “E se não for, já foi/O bonde do desejo segue rumo/Caixa, bumbo e sexo/Saudade na rampa do mundo” são provas concretas disso. Até que foram trabalhar “Te Ver”. “Essa foi a que unificou o cinturão”, conta Samuel em alusão ao boxe. “Foi o primeiro hit de verdade e abriu a porteira para as outras”. A um ponto em que dá para dizer que foi formada ali a Skankmania – a época de febre doentia pela banda, que alçou à vendagem milionária de “Calango”.

O grupo continuava fiel às questões sociais, muito baseado no modelo two-tone inglês, em que uma geração mesclou ska ao punk nos 70 para demolir preconceito e criticar sonoramente o abuso político. E fiel ao dancehall meets música brasileira, mas agora mais maduro. “Maturidade que não necessariamente equivale a popularidade”, pondera Samuel. No caso, reverteu em popularidade, em época em que o rock nacional se encontrava num beco mal iluminado. O Cidade Negra lançou na mesma época “Sobre Todas as Forças” e os dois trabalhos viraram a cartilha do pop rock brasileiro na metade dos 90. “O Calango é o aperfeiçoamento do primeiro álbum, com as regalias de se estar numa (gravadora) major (Sony), com mais dinheiro para divulgação, clipes, e se aproxima de onde a banda queria chegar”. Na real, não só chegou como ultrapassou o objetivo. Concordam?
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