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Emmathomas recebe Paula Costa para primeira exposição pop-up no mezanino

Ephemera, com curadoria de Ana Carolina Ralston, ocupa o segundo andar da galeria com cerca de 15 obras da artista convidada para inauguração do Emma POP


Por Andréia Bueno

A partir de novembro, a Emmathomas Galeria ativa o espaço expositivo do mezanino para receber pop-ups de artistas convidados. A carioca Paula Costa estreia o projeto Emma POP, que tem como objetivo propiciar um ambiente artístico de experimentação para nomes expoentes da cena contemporânea, selecionados pela curadora Ana Carolina Ralston. A arte viva e mutante é o fio condutor de Ephemera, solo project que abre ao público no dia 22 de novembro, às 19h, no mezanino da galeria.


Beijo, de Paula Costa | Foto: Divulgação

Tempo. A produção de Paula Costa percorre o tempo entre a beleza de florescer e envelhecer. Utiliza agulha, fio de algodão e lã para alinhavar folhas e flores em distintas etapas de sua existência. Colagens, esculturas orgânicas e fotografias revelam a transformação da arte viva, que independente da ação da artista, necessita cumprir o ciclo natural. "A natureza, o oráculo de Paula na busca de inspiração e respostas e as intervenções feitas por ela em seus fragmentos ganham diferentes suportes como suspensas no espaço, em um idílico site specific que funciona como um portal na entrada da exposição. Em outro momento, essa matéria-prima é reunida em delicadas caixas de acrílico, misturando-se a fios e palavras bordadas", pontua Ana Carolina Ralston.

A relação da artista com a efemeridade sempre esteve presente. De forma intuitiva, Paula fez do efêmero mais do que um objeto contemplativo, tornando-o a principal temática de sua expressão artística. "Na cultura ocidental, temos dificuldade em olhar para a morte. Mas ela nem sempre representa o fim. Ela é parte da transformação para um outro estágio ou outra consciência. É por meio de nossas pequenas mortes individuais que fechamos ciclos e começamos outros", relata a artista.

Artista multimídia, Paula Costa faz uso da matéria orgânica, que seca e envelhece dia após dia. Para produzir o que não foi feito para durar, exercita a cada bordado e instalação a humildade e o desapego. Assume a vida útil como elemento significativo no seu propósito artístico. "Minha maneira de afirmar minha passagem pelo mundo é aceitando o tempo de duração das coisas. O artista vem bem antes da arte. Mas a vida, antes de tudo", finaliza.


Serviço:

Ephemera, da artista Paula Costa 

Abertura: 22 de novembro, 19h

Período expositivo: de 23 de novembro a 21 de dezembro 

Local: Emmathomas Galeria

Endereço: Alameda Franca, 1054, Jardim Paulista

Visitação: segunda a sexta-feira, das 11h às 19h e sábado de 11h às 15h
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